Esse texto é uma colaboração especial de uma autora convidada 💖 As opiniões aqui expressas são pessoais e não refletem, necessariamente, a visão do No Mundinho do GL — mas adoramos abrir espaço pra múltiplos opiniões e perspectivas!
Escrito por Jaína Pantoja
A obsessão chamada Shades
Como diria Cady Heron (mean girls, 2004): ” – Eu estava obcecada, passava 80% do meu tempo falando sobre a Regina e nos outros 20% eu torcia pra que alguém falasse dela para que pudesse falar dela mais um pouco.”
No meu caso, deixemos de lado a Regina George em detrimento de seis alunas de uma escola Tailandesa só para garotas e uma professora que é ex aluna da mesmíssima escola e pronto, abram alas para um fortíssimo candidato a GL do ano: SHADES!
Shades bebe de uma fonte muito simples: escola para meninas, hormônios em fúria, disputas de ego, enfim, o puro suco da adolescência, mas não se engane, a fórmula pode parecer simples, o pulo do gato está na forma como cada personagem é retratada, suas origens, conflitos familiares, seus conflitos internos e como isso interfere nas suas relações externas. Navegando numa narrativa que alimenta os episódios com eventos do passado e do presente muito bem distribuídos ao longo da minutagem da série, temos a oportunidade de conhecermos melhor: Nalin, Earn, Belle, Nano, Jane, Amy e Sophie.

Quando o final feliz deixa de ser uma garantia
Subvertendo a ordem dos GL’s clássicos, onde subentende-se o final feliz, em Shades, a dúvida sobre o desfecho das histórias contadas é algo que não nos abandona em nenhum episódio. Todas as escolhas são questionáveis, todas as personagens possuem questões que podem nos levar do acolhimento à passada de pano ou até mesmo ao julgamento ético e moral, que é um ato falho de todo o ser humano e sinceramente, quem nunca fez algo ou pensou em algo totalmente questionável aos olhos dos outros, que atire a primeira pedra!
Shades abraçou e explorou uma premissa óbvia, sem ser óbvio, e muito disso se deve a ousadia do roteiro, que aborda tabus da sociedade que vivemos sem medo de expor demais, de arriscar, de causar incômodo no telespectador, afinal, assistir é opcional.
Um roteiro que não tem medo de incomodar

A ousadia da série também passa pela produtora, e eu não entendo muito disso, mas pra mim, aqui vale a máxima: quem não tem nada, não perde nada por tentar fazer algo novo! E aqui, as produções independentes e de produtoras novas surgindo pela demanda crescente do mercado de GL’S estão de parabéns, quem arrisca não petisca, e acredito que tem mercado e espaço para todo o tipo de GL’S.
Por fim e não menos importante, shades trouxe novos rostos para a luz, e o brilho do roteiro e da produção se reflete através da escolha das atrizes, que entregam suas personagens de forma impecável ( minha humilde opinião desprovida de conhecimento técnico), e aqui temos todas as atrizes preenchendo os estereótipos de suas personagens e por vezes até extrapolando o que se espera da atuação de cada uma, fazendo a ponte para estabelecer com o telespectador o vínculo de amor ou ódio, ou até os dois, pois nessa série, todos os sentimentos são válidos.

E agora?
6 episódios, muita confusão, será que teremos finais felizes? Será que estamos prontos para finais infelizes? Só os próximos 6 episódios nos dirão. Sigo obcecada aqui, aguardando alguém querer falar sobre Shades…
Esse texto é uma colaboração especial de uma autora convidada 💖 As opiniões aqui expressas são pessoais e não refletem, necessariamente, a visão do No Mundinho do GL — mas adoramos abrir espaço pra múltiplos opiniões e perspectivas!
Escrito por: Jaína Pantoja








