The Loyal Pin: 300 Milhões de Visualizações, O Legado de FreenBecky e o amor eterno de Anin e Pin

The Loyal Pin - Freen Becky

Esse texto é uma colaboração especial de uma autora convidada 💖 As opiniões aqui expressas são pessoais e não refletem, necessariamente, a visão do No Mundinho do GL — mas adoramos abrir espaço pra múltiplos opiniões e perspectivas!


É um início de tarde relativamente fresco. Eu estou atravessando aquela pequena ponte e, ao fundo, vejo duas mulheres lindas correndo uma atrás da outra: me parece que uma está tentando esconder um livro e a outra tentando pegá-lo. Paro no mesmo instante, não ouso interromper este momento, só fico ali parada, escutando o sopro das árvores e o sorriso delas… Sim, Anin e Pin, meus amores, que deslumbre reencontrar vocês!

De repente, elas me avistam e acenam felizes e orgulhosas, me convidando para me aproximar. Eu vou aos poucos… Elas pegam em minha mão e me convidam para tomar um chá. Eu entro deslumbrada no palácio mais importante da minha vida: o lar de Anin e Pin.

O Fenômeno ‘The Loyal Pin’: 300 Milhões de Visualizações e a Consagração do Soft Power Tailandês Através de uma Joia Audiovisual

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Imagem Reprodução: Idol Factory e @Wilacasa

Não é exagero afirmar que “The Loyal Pin” (O Pin Leal) se tornou um marco não apenas na carreira de suas protagonistas, Freen Sarocha e Becky Rebecca Armstrong, mas na própria história da dramaturgia tailandesa. Ao ultrapassar a impressionante marca de 300 milhões de visualizações — e que regularmente aparecem em listagens de mais vistas no mês na sua categoria —, a produção não só consolidou seu lugar no coração do público global, mas também se firmou como um veículo poderoso de um fenômeno recente e intencional: o soft power tailandês.

Mas falar de “The Loyal Pin” apenas em números ou em seu valor estratégico para o turismo é contar apenas metade da história. Esta é uma obra que merece ser vista. Merece ser reverenciada. E merece, acima de tudo, ser defendida das interpretações rasas que tentaram, desde seu lançamento, diminuir seu valor.

A Injustiça das Críticas e a Pureza do Desejo

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É preciso abordar um elefante na sala. Desde sua estreia, “The Loyal Pin” recebeu críticas — algumas das quais reverberam até hoje — que tentaram rotular a série como um GL “pornô” ou apelativo. Afirmar isso é não apenas uma injustiça, mas uma leitura que só cabe em pessoas ressentidas ou imersas em guerras de fandom que cegam a capacidade de análise.

A série entregou, do começo ao fim, sensibilidade. Sim, há cenas de propósito sexual. Como não haveria? O desejo entre Anin e Pin é um fio condutor da trama, mas é um desejo que precisou ser escondido, sufocado e adiado. A narrativa impôs a elas anos de distanciamento enquanto Anin estudava na Inglaterra, anos de cartas escritas (não escritas) e olhares não trocados. Quando finalmente se reencontram, o desejo que arde é o resultado natural de um amor reprimido, de corpos jovens e saudáveis que finalmente podem se tocar.

Nunca houve vulgaridade. Nunca houve cenas íntimas fora de lugar. O que houve foi a representação honesta de duas mulheres se desejando com a intensidade de quem esperou uma vida inteira. E é precisamente por isso que funciona: porque a construção emocional antecedeu e justificou cada olhar, cada toque, cada suspiro.

Freen Becky em The Loyal Pin: O Deslumbre de Duas Declarações Antológicas

Se as cenas íntimas mostram o ápice da paixão, são os momentos de vulnerabilidade que revelam a verdadeira grandeza da série. E “The Loyal Pin” nos presenteou com duas declarações inesquecíveis, cada uma carregada de um peso dramático distinto, e ambas interpretadas com maestria absoluta por suas protagonistas.

O Amor Tecido com Fios de Ouro e Prata

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The Loyal Pin. Foto: Reprodução

Em uma das cenas mais belas e delicadas da dramaturgia recente, a Princesa Anin (Becky Rebecca Armstrong) revela à sua mãe, ao irmão e à madrasta de Lady Pin a profundidade do que sente. Com a voz firme e os olhos marejados, ela profere as palavras que ecoarão para sempre no coração de quem as ouve:

“Meu amor por Lady Pin é como um tecido precioso que eu mesma teci, fio por fio, com ouro e prata, desde a mais tenra infância. Não é algo que surgiu ontem, nem que pode ser desfeito por convenções sociais. Tentei esconder, tentei proteger a ela e a mim dessa verdade, mas seria como tentar esconder o sol com uma peneira. Eu a amo. E esse amor é a coisa mais pura e mais verdadeira que existe em mim.”

Becky entrega ali uma atuação de uma profundidade rara. A metáfora do tear e dos fios de ouro e prata traduz, com poesia, a paciência e o cuidado com que aquele amor foi construído ao longo de uma vida. É um momento de exposição total, onde a princesa não apenas revela seu segredo, mas o eleva à condição de obra de arte. Freen Sarocha, como Lady Pin, assiste a tudo sem conseguir conter as lágrimas — e nós, público, fazemos o mesmo.

Outros Momentos Marcantes, Simbolicamente Poderosos e Eternos

Mas se a primeira declaração é sobre a beleza do amor, a segunda é sobre sua luta por existir.

Não é uma declaração poética. É uma súplica. Um pedido de clemência. Uma tentativa desesperada de ser compreendida pelo próprio pai.

“Vossa Alteza, eu não estou aqui para pedir permissão. Estou aqui para pedir que tente entender. Que tente olhar para nós e enxergar além das regras, além das tradições, além de tudo o que dizem que é certo.”

“Eu sei que o mundo não foi feito para amores como o nosso. Mas eu acredito — eu preciso acreditar — que um dia isso vai mudar. Que um dia ninguém precisará se esconder para amar. Que um dia mulheres poderão se amar livremente, sem medo, sem vergonha, sem pedir licença.”

Aqui a súplica de Lady Pin ao príncipe:

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The Loyal Pin. Foto: Reprodução

“Eu amo sua filha. Amo com cada pedaço de mim, com cada batida do meu coração. E sei que ela me ama da mesma forma. Nós não escolhemos isso. Isso simplesmente… é. E é a coisa mais verdadeira que existe em nós.”

Lady Pin faz uma pausa. Suas mãos tremem, mas sua voz não.

“Até lá, Vossa Alteza, eu vou amar sua filha em silêncio, se for preciso. Vou amá-la às escondidas, se for o que me resta. Mas vou amá-la. Porque esse amor é a única coisa que faz sentido na minha vida.”

O silêncio que se segue é ensurdecedor. O príncipe não responde. Mas, naquele instante, Lady Pin já venceu — porque disse a verdade, custasse o que custasse.

É impossível não se emocionar com a fragilidade e a força que Freen imprime em cada palavra. Mais tarde, o ator que interpreta o príncipe revelaria em entrevista: “Aquela cena foi uma das mais marcantes em minha carreira. A atuação de Freen foi simplesmente incrível. Ela me emocionou profundamente. Eu estava ali, como ator, mas por um momento esqueci que estávamos atuando. Era real demais.”

FreenBecky: Duas Atrizes, Um Legado

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The Loyal Pin. Foto: Reprodução

Se na primeira declaração Becky nos deslumbra com a poesia de uma princesa que finalmente se revela, na segunda Freen Sarocha nos arrasta para o chão com a súplica de uma mulher comum que ousa desafiar o poder estabelecido em nome do amor.

Juntas, elas formam um dos pares mais completos da dramaturgia atual. Becky entrega a realeza, a postura, a elegância de quem foi criada para governar. Freen entrega o coração, a vulnerabilidade, a força silenciosa de quem aprendeu a sobreviver às sombras. E quando essas duas forças se encontram, a magia acontece.

A princesa Anin e Lady Pin não são apenas personagens. São símbolos. Símbolos de todas as mulheres que um dia precisaram dizer: “Eu existo, eu amo, e isso não é negociável.”

The Loyal Pin: 300 Milhões de Visualizações, O Legado de FreenBecky e o amor eterno de Anin e Pin

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The Loyal Pin: Um Investimento que Transparece em Cada Detalhe

Para além do mérito artístico, “The Loyal Pin” é uma produção que ousa. Em um mercado frequentemente dominado por produções de baixo orçamento, que muitas vezes afetam até a qualidade da produção, a série chegou como uma lufada de ar fresco (e luxuoso). É nítido que cada centavo investido foi meticulosamente colocado em tela. O resultado é uma obra de época (anos 50) que rivaliza em requinte com grandes produções internacionais, provando que a qualidade audiovisual para a TV e o YouTube pode — e deve — ser cinematográfica.

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The Loyal Pin. Foto: Reprodução

A riqueza visual é um espetáculo à parte. Os figurinos são verdadeiras obras de arte, a cenografia transporta o espectador diretamente para a Tailândia do século passado, e a fotografia é um deleite para os olhos. Mas a produção foi além dos estúdios: “The Loyal Pin” serviu como um guia turístico de luxo pela Tailândia. Ao percorrer locações deslumbrantes em diferentes pontos do país, a série não só emoldurou o romance de Anin e Pin, mas também apresentou ao mundo as paisagens, a arquitetura e a riqueza cultural tailandesa. As cenas que destacam a culinária local não são meros detalhes; são afirmações de identidade, um convite para que o espectador sinta os sabores e aromas de uma cultura milenar.

É exatamente nesse ponto que a série se alinha perfeitamente com a estratégia do governo tailandês. Ao cunhar o termo soft power para apoiar essa nova vertente do entretenimento, a Tailândia reconheceu o potencial de produções como “The Loyal Pin” para atrair turismo, despertar curiosidade e gerar admiração global. A série é, portanto, uma embaixadora cultural de sucesso, provando que o afeto pelo entretenimento pode se traduzir em desejo de conhecer e vivenciar o país.

A Evolução de um “Sonho”, a Confiança do Diretor e a Força de um Elenco

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Se a produção é a moldura, a química e o talento de Freen e Becky são a obra-prima dentro dela. A evolução das atrizes de sua série anterior, “GAP – The Series”, para “The Loyal Pin” é um estudo de caso sobre crescimento artístico. Em “GAP”, elas apresentaram ao mundo uma química natural e cativante. Em “The Loyal Pin”, elas transcenderam.

O ápice dessa confiança e entrega talvez seja melhor traduzido nas palavras do diretor P’Fuse. Ao ser questionado sobre a direção das cenas de intimidade, ele revelou com admiração: “Eu percebi que não tinha como dirigir exatamente nestas cenas, elas sabiam o que fazer e iam fundo.” Essa declaração é a maior prova da sintonia e do profissionalismo da dupla. Em um dos momentos mais delicados e importantes da narrativa, a direção pôde confiar plenamente na intuição e na conexão real entre as atrizes, que mergulharam sem reservas na emoção de suas personagens.

O brilho da série, no entanto, não é obra de apenas duas estrelas. O elenco de apoio, de primeira qualidade, construiu um universo crível e acolhedor. Cada personagem, com suas motivações e dilemas, contribuiu para a tapeçaria rica da narrativa, dando profundidade e veracidade ao mundo de “The Loyal Pin”.

O Desafio Paralelo: O Futuro Enquanto se Revive o Passado

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FreenBecky em Uranus. Foto: Reprodução

A dimensão do sucesso de Freen e Becky fica ainda mais impressionante quando lembramos do contexto de produção. Enquanto mergulhavam fundo na Tailândia do passado para “The Loyal Pin”, as atrizes gravavam simultaneamente o filme “Uranus 2324”. Acumular os desafios de uma produção de época tão refinada com as complexidades de um filme de ficção científica com viagem no tempo é uma proeza digna de nota. “Uranus 2324”, com seus múltiplos arcos dramáticos e demandas de um gênero completamente diferente, exigiu delas um esforço hercúleo e uma versatilidade ímpar. Esse equilíbrio entre dois projetos titânicos só comprova o profissionalismo e a dedicação inabaláveis da dupla.

Um Legado em Construção

Ver que “FreenBeky em The Loyal Pin” continua a ser descoberta por novos públicos, atingindo a marca histórica de 300 milhões de visualizações e deslumbrando a todos que o assistem, é motivo de imensa alegria para o fandom FreenBecky. Mais do que números, esses views representam corações conquistados, lágrimas derramadas e suspiros compartilhados.

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Loyal Pin. Foto: Divulgação / Idol Factory

Certamente, Freen e Becky sabem o que isso significa. Sabem que seu trabalho árduo, sua evolução e a entrega de alma em cada cena construíram um legado.

“The Loyal Pin” não é apenas uma série de sucesso. É um patrimônio cultural afetivo, um símbolo do poder do entretenimento tailandês e, acima de tudo, a prova irrefutável de que histórias de amor bem contadas, com produção caprichada e talento de sobra, são capazes de mover montanhas… e ultrapassar a marca dos 300 milhões.

The Loyal Pin: Retorno ao Palácio dos Pinheiros

E enquanto houver alguém descobrindo essa obra pela primeira vez, o legado continua. Vida longa à minha dupla de personagens favoritas. Eternamente, atravessarei aquela ponte ao sopro das árvores, onde Anin e Pin ainda correm, riem e se entrelaçam sob os pinheiros sentinelas — guardiãs de um amor que o tempo não desfaz, mas eternamente tece, fio por fio, em ouro e prata.


Esse texto é uma colaboração especial de uma autora convidada 💖 As opiniões aqui expressas são pessoais e não refletem, necessariamente, a visão do No Mundinho do GL — mas adoramos abrir espaço pra múltiplos opiniões e perspectivas!

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