Se você está em dúvida se Poisonous Love é um GL que vale seu tempo, esse texto pode te ajudar a decidir.
A série levanta debates fortes sobre amor tóxico, limites, obsessão, família, pressão social e até sobre o que a gente costuma “passar pano” quando está torcendo por um casal.
Neste review convidado, a autora vai além do básico e analisa as relações, os comportamentos e as escolhas dos personagens, mostrando que Poisonous Love não é apenas um romance complicado — é uma história cheia de camadas, desconfortos e provocações. É aquele tipo de GL que faz rir em alguns momentos, incomodar em outros e refletir depois que o episódio acaba.
Então, se você:
- já começou a série e não sabe se continua
- ainda não assistiu e quer entender o tom da história
- ou gosta de GLs que fogem do óbvio e geram discussão
segue a leitura. Esse review não te diz apenas o que acontece, mas o que a série desperta — e isso faz toda a diferença na hora de decidir dar o play.
Esse texto é uma colaboração especial de uma autora convidada 💖 As opiniões aqui expressas são pessoais e não refletem, necessariamente, a visão do No Mundinho do GL — mas adoramos abrir espaço pra múltiplos opiniões e perspectivas!
Escrito por Luiza Eduarda
So This Is Love
Quando se pensa em Poisonous Love, logo vem à mente o amor envenenado de Pat (Jayna Angelina) por Prem (Ginny Natnicha) e todas suas estratégias, inclusive invasivas e que ultrapassam os limites saudáveis do flerte e da sedução. Porém, Poisonous Love é bem mais do que apenas sobre isso.

Nessa mesma linha, Wat (Parn Kohmkrit) trai Prem com Nam (Ploy Evarin) e a engravida. Posteriormente, Wat não deixa por menos ao infernizar a vida da ex-noiva, inclusive vazando fotos dela com Pat e ameaçando a reputação da família junto aos ex-futuros sogros. Nam, por sua vez, usa de todos os artifícios – e muita humilhação – para tentar impor seu amor por Wat. Fracassada em seu objetivo, busca manipular Pat a fim de mantê-la próxima à si, nem que para isso alegue amá-la mais do que como amiga. E Nam faz uso dessa artimanha por saber que Pat era de fato apaixonada por ela.
Por fim, há os pais de Prem (interpretados por Ratchanok Saeng-Chuto e Sumet Ong). Rigorosos, conservadores, manipuladores, chantagistas e egoístas. Alegavam amar Prem e que tudo o que estavam fazendo seria em nome desse suposto amor – e claro, para manter intacta a imagem de família tradicional perante à sociedade tailandesa. Mais preocupados com eles mesmos do que com seu amor por Prem e o respeito à ela e à suas vontades. Para tanto, eles exploram o amor e respeito que ela nutre por eles de forma a quererem impor sua vontade exigindo que ela acabe seu relacionamento com Pat. Eles ainda fazem uso de um artifício vil e deplorável para tentar separá-las.
Por outro lado, os pais de Pat (interpretados por Kai Supranee e Prakasit Bosuwan) são amorosos, carinhosos, compreensivos e aceitam o fato de Pat ser lésbica. Com tantos atributos positivos, a única ressalva que eles fazem é não serem usados como “desculpa” para Pat flertar com Prem, especialmente após Pat arrastar sua mãe para uma consulta com Prem e descobrir que esta também era a cardiologista do seu pai.
É preciso ainda falar sobre as amizades leais de Pat e Prem. Ticha (Fame Pathsitar), a amiga de Pat, é uma amiga de todas as horas e sua confidente, ainda mais depois que Pat se afasta de Nam por esta não ser confiável. Tan (Franky Weerapat), Bow (Mew Thanthip) e Sita (Renée Veronica) são médicos e colegas de Prem. Bow e Sita, além disso, são namoradas e possuem um relacionamento bem green flag.

Com relação à Pat e Prem, o relacionamento delas têm um início conturbado. Primeiro, Pat se interessa por Prem durante a despedida de solteira desta. Ao ir embora, bêbada, Prem embarca, por engano, no carro de Pat. Apesar de já interessada por Prem, Pat a leva para seu apartamento e cuida dela. O reencontro ocorre quando Pat procura a noiva de Wat, sem saber que esta era Prem, para avisar que ele engravidou sua “amiga”.
Os limites são ultrapassados por Pat em vários momentos – e aí, é preciso se passar vários panos para torcer que o relacionamento delas ocorra e prospere. Entre os vários exemplos que podem ser citados estão a consulta desnecessária de sua mãe com Prem, o envio de presentes durante uma semana para o local de trabalho e a aquisição de um apartamento do irmão no mesmo prédio e andar em que Prem morava.
Aos poucos, Pat vai demonstrando à Prem que realmente a ama e assim ela consegue conquistar sua amada. Juntas, elas vão enfrentar alguns desafios e obstáculos para mostrar que o amor é capaz de ser invencível.

Por isso, Poisonous Love é mais do que uma história sobre amores envenenados e, portanto, tóxicos. É uma história que mostra que mesmo o amor tortuoso pode ser superado e dele brotar um amor autêntico e genuíno. Por outro lado, nos lembra que a falta de amor próprio, a inveja e a arrogância cobram o seu preço.
O fato é que mesmo que, no início, se tenha algum ranço de Pat por suas estratégias mais do que questionáveis, é impossível não rir delas. Além disso, talvez seja possível que essas mesmas risadas preparem o terreno para que o público passe a torcer pelo amor entre elas. Porque, como diz uma das músicas da trilha sonora, so this is love…
Esse texto é uma colaboração especial de uma autora convidada 💖 As opiniões aqui expressas são pessoais e não refletem, necessariamente, a visão do No Mundinho do GL — mas adoramos abrir espaço pra múltiplos opiniões e perspectivas!
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