Esse texto é uma colaboração especial de uma autora convidada 💖 As opiniões aqui expressas são pessoais e não refletem, necessariamente, a visão do No Mundinho do GL — mas adoramos abrir espaço pra múltiplos opiniões e perspectivas!
Uma ode ao amor (e à complexidade da vida)
O que escrever sobre Somewhere Somehow? Como definir Somewhere Somehow? Emocionante. Uma ode ao amor.
Estrutura da série e divisão dos episódios
A série está dividida em três fases bem definidas e tem 13 episódios. Mas, ao contrário da maioria das séries exibidas em canais das produtoras no YouTube em que cada episódio tem quatro partes, Somewhere Somehow foge desta regra clássica. Ao todo são 58 partes nestes 13 episódios. E aqui é interessante pontuar que os episódios 3, 5, 8 e 11 possuem cinco partes e o episódio 4 tem seis partes. Os outros episódios, por sua vez, possuem as quatro partes tradicionais. Portanto, ao assistir Somewhere Somehow tenha isso em mente: é uma série mais longa e extensa do que os outros GLs. Mas não se engane. Ela realmente possui o tamanho de acordo com a necessidade do enredo e as divisões das partes por capítulos está coerente com a narrativa.
Apesar disso, é preciso reconhecer que o fato de que três episódios seguidos – o 3, o 4 e o 5 – possuem mais do que as quatro partes tradicionais faz com que a série se torne um pouco mais árdua de assistir, pois a narrativa pode ser considerada cansativa por algumas pessoas.
Primeira fase: a escola e os sentimentos não ditos
A primeira fase se passa na escola Siriwit Suksa Highschool (SWSH) onde Kie (Fay Kanyaphat) conhece Pock (Looknam Orntara) e passam a formar a autointitulada gangue Pocky. É no início do 10º ano que Kie e Pheem (May Yada) se conhecem. É quando Kie reflete: “Mesmo prestes a entrar no 10º ano, eu ainda não conseguia mudar esse hábito – até eu conhecer alguém. Alguém que me fez querer parar de ser tão fechada e dizer que a amo. Mas a vida não é um morango”. Aliás, tal pensamento de Kie dá o tom do que será a série. Esta fase é caracterizada sobretudo pelas tentativas fracassadas de Kie em se declarar para Pheem.

Segunda fase: universidade, romance e reviravoltas
Após se formarem na escola, elas seguem para a universidade. É nesta fase que Kie reúne a coragem necessária para se declarar para Pheem e que tem início o relacionamento delas. É também aqui que ocorre a reviravolta e se explica o plot. Durante a faculdade surgem alguns outros personagens como, por exemplo, Tar (Namneung Milin – que será uma das protagonistas de “The Fire”, a última parte de “4 Elementos”), a sênior de Kie, e que provoca a ira e o ciúme de Pheem.

Terceira fase: vida adulta e desafios finais
Por fim, a terceira fase, a vida adulta, é quando ambas já estão trabalhando para a empresa do pai da Pheem. Boa parte desta etapa ocorre no Japão (Tóquio e Fukuoka) e apenas o desfecho ocorre em solo tailandês. É nesta fase que surge Thaen (Heng Asavarid – sim, o Kirk, de GAP – The Series), um amigo de Pheem que nutre interesse por ela e, por isso, se torna rival de Kie.

Bastidores no Japão e desafios de produção
Aliás, sobre as cenas gravadas no Japão é interessante registrar que, além de fazerem parte de seis dos episódios, demandaram muito jogo de cintura por parte da produção, devido às regras de filmagens existentes por lá. Além disso, o clima também não ajudou, conforme relatado por Fay e May em entrevistas disponíveis no You Tube. E isso é facilmente constatável pois várias cenas possuem chuvas reais e que obrigaram a produção a recorrer a guarda-chuvas.
Atuações, química e destaques do elenco principal
Por falar em FayMay, elas têm atuações muito destacadas, convincentes e com uma química notável. A presença de Looknam, como sempre, garante um tom cômico à série. Heng, por sua vez, tem um papel que possui espaço para momentos divertidos e que permite que se destaque pela atuação.
Personagens secundários e o apoio familiar
Também é preciso mencionar a atuação de algumas outras atrizes e de um outro autor. Apple Lapisara (sim, a Din, de “The Earth” – a primeira parte de “4 Elementos”) interpreta Phrae, prima de Pheem, que é apoia o romance desta com Kie e possui certa influência junto a Phoj (Phollawat Manuprasert), o pai de Pheem. Aliás, Phollawat Manuprasert dá o tom certo ao seu personagem demonstrando coerência com as atitudes em cada uma das fases do seriado.

É preciso destacar ainda as atuações da família de Kie. Bie Teerapong Leowrakwong (como Pakorn, o pai) e Honey Passorn Bonnyakiat (Kan, a mãe) interpretam pais amorosos e que apoiam sua filha de forma praticamente incondicional. Boss Thapanat Athikompokin (como Ka, o irmão) e Piyamas Maneeyakul (como Kim, a bilionária vó de Kie) fazem papeis bem divertidos. Kim, aliás, está presente em momentos-chave da narrativa e que são essenciais para a resolução de Somewhere Somehow.
Personagens no Japão e conflitos afetivos
No Japão, temos a presença de Kaimook Warrataya Deesomlert, que interpreta a tradutora Yumi. Esta é outra divertida atuação para uma personagem que nutre uma paixão platônica por Kie e, por isso mesmo, vai despertar a ira de Pheem.
Pun: controle, humilhação e crítica social
Por último, mas não menos importante, temos a presença de Victor Chatchawit Techarukpong, que interpreta Pun, o noivo de Pheem. Aliás, Pun é humilhado de todas as formas possíveis, sendo uma das mais notáveis, o banho de água com uma bacia que a Pock havia usado para lavar calcinhas sujas… Mas as humilhações às quais Pun é submetido são um contraponto à forma controladora que ele tenta impor à Pheem e para a qual busca contar com o apoio de Poj. Em suma, Pun é o legítimo “homi fazendo homice”.
Considerações finais: entre risos, lágrimas e identificação
O fato é que Somewhere Somehow é aquela história que entrega risos garantidos com uma leve pitada de dramaticidade. Ainda assim, dependendo do espírito e da vivência de quem a assiste, pode provocar crises de choro, em especial, se gerar identificação ou despertar sentimentos de ausência ou carência afetiva.
Esse texto é uma colaboração especial de uma autora convidada 💖 As opiniões aqui expressas são pessoais e não refletem, necessariamente, a visão do No Mundinho do GL — mas adoramos abrir espaço pra múltiplos opiniões e perspectivas!
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